Sesau orienta sobre vacinas essenciais antes do período de Carnaval
Publicado em 30/01/2026 15:45 hrs
Fonte: itatiaia.com.br - Em SAÚDE - 26/01/2026 15:42:00
Cinco casos de infecção do vírus Nipah foram confirmados no estado de Bengala Ocidental, na Índia, incluindo médicos e enfermeiros. Aproximadamente 100 pessoas foram orientadas a fazer quarentena e os pacientes, sendo um deles em estado crítico, estão sendo tratados em Calcutá. Os números alertam o país.
Embora o primeiro surto tenha sido identificado há quase 30 anos, não existem medicamentos ou vacinas específicos para o vírus Nipah - que circula principalmente entre morcegos que se alimentam de frutas.
A doença pode ser transmitida a outros animais e a humanos por meio de alimentos contaminados ou entre as pessoas. O Nipah se manifesta de diferentes formas, desde doenças respiratórias até encefalites (inflamação do cérebro) que pode ser fatal.
Transmissão
A maioria das infecções humanas, durante o primeiro surto em 1999, resultou no contato direto com porcos doentes ou os tecidos deles que estavam contaminados.
Posteriormente, também foi comprovado que pessoas foram diagnosticadas com o vírus após o consumo de frutas ou produtos derivados de frutas contaminadas com urina ou saliva de morcegos infectados.
Entrar em contato com pacientes ou estar próximo a secreções e excreções humanas infectadas também expõem a pessoa ao vírus.
Sintomas
As pessoas infectadas podem apresentar sintomas como febre, dores de cabeça, dor muscular, vômitos e dor de garganta. Em seguida, podem surgir sinais como tonturas, sonolência, alteração do nível de consciência e sinais neurológicos que iniciam encefalite.
Alguns pacientes também podem apresetnar pneumonia atípica e problemas respiratórios graves. Encefalite e convulsões ocorrem em casos graves, podendo evoluir para coma em 24 a 48 horas.
A taxa de letalitade é estimada entre 40% e 75%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde 2018, a revista anual da lista de doenças prioritárias do Plano de P&D da OMS indica que existe uma necessidade urgente de acelerar a pesquisa e desenvolvimento de uma cura para o vírus.
Diagnóstico
Por apresentar sintomas comuns de outras doenças, o diagnóstico muitas vezes pode ser difícil de ser confirmado.
A infecção pode ser diagnosticada com base no histórico clínico durante as fases agudas da doença. Os principais testes são os mesmo utilizados para o diagnóstico de vírus como Covid-19, por exemplo: o reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR) e a detecção de anticorpos por meio do ensaio imunoenzimático (ELISA).
Tratamento
Não existem medicamentos ou vacinas específicos para a infecção pelo vírus embora a OMS tenha identificado o Nipah como uma doença prioritária no Plano de Pesquisa e Desenvolvimento.
É recomendado um tratamento intensivo de suporte para complicações respiratórias e neurológicas graves.
Prevenção
Como não existem vacinas disponíveis contra o vírus Nipah, a limpeza e desinfecção rotineiras e completas de grandes de suínos podem ser eficazes na prevenção. Caso haja suspeita de surto, as instalações de criação de animais devem ser colocadas em quarentena.
Também é considerado o abate de animais infectados - com supervisão rigorosa do enterro ou incineração das carcaças - para reduzir o risco de transmissão para humanos. Restringir ou proibir a movimentação de animais de fazendas infectadas para outras áreas pode reduzir a disseminação da doença.
Outra maneira de reduzir ou prevenir a infecção é aumentar a conscientização sobre os fatores de risco e educar as pessoas sobre as medidas que podem tomar para reduzir a exposição ao vírus Nipah.
Histórico do vírus
O primeiro surto foi reconhecido na Malásia e, posteriormente, atingiu a Singapura, há 27 anos. Na época, a maioria das infecções humanas aconteceram após o contato direto com porcos doentes.
Casos também foram confirmados em Bangladesh e na Índia, quando o vírus se espalhou diretaente de pessoa para pessoa. Em Siliguri, na Índia, em 2001, a transmissão do Nipah também foi relatada em um ambiente de saúde, onde 75% dos casos foram diagnosticados entre funcionários ou visitantes de um hospital, segundo a OMS.
De 2001 a 2008, metade dos casos relatados em Bangladesh foram devidos à transmissão de pessoa para pessoa por meio do atendimento a pcientes infectados.
Os morcegos hospedeiros do vírus, no entanto, são encontrados em toda a Ásia e no Pacífico Sul, incluindo Camboja, Gana, Indonésia, Madagascar, Filipinas, e Tailândia, e na Austrália.
Nos últimos dias, um novo surto tem deixado a Índia em alerta, após a confirmação de cinco casos, incluindo médicos e enfermeiros. Cerca de 100 pessoas foram orientadas a fazer quarentena.
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