Vilhena - Comandante do PM fala sobre morte de idoso atingido por soldado
Fonte: Folha do Sul Autor: Da redação - Em POLÍCIA - 14/07/2015 21:41:12
Uma ocorrência policial que terminou de forma trágica em Vilhena esta semana, vem incendiando as redes sociais, onde internautas condenam e aplaudem a atitude de um policial militar, que atirou contra um homem de 71 anos, que acabou morrendo por causa do ferimento. O episódio, publicado em primeira mão pelo FOLHA DO SUL ON LINE ainda repercute em todo o Estado por causa de uma coincidência dolorosa: o Bombeiro que fez o resgate era filho da vítima.
O site conversou com o comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar em Vilhena, tenente-coronel Darci Hrycyna, para saber que medidas seriam adotadas a fim de apurar o caso. O líder da corporação explicou que será instaurado um Inquérito Policial Militar, através do qual serão ouvidas testemunhas e o próprio soldado envolvido. O procedimento vai determinar se houve algum tipo de excesso ou despreparo na conduta do policial.
Hrycyna explicou que, em princípio, o subordinado “agiu dentro das diretrizes operacionais”. Ele teria feito dois disparos de advertência para o chão e, como o aposentado, que sofria de esquizofrenia, continuou ameaçando atacá-lo com uma foice, atirou em sua virilha. O coronel também explicou que a região atingida no corpo da vítima é considerada a menos letal, mais até que a perna. “Não houve dolo na ação, que infelizmente terminou de maneira trágica”, lamentou.
O comandante, que ligou para o comando dos Bombeiros para estender solidariedade ao agente que teve o pai morto, disse que ainda não tirou do patrulhamento ostensivo o PM envolvido no caso. Ele atua nas ruas há cerca de 8 anos e não teve o nome divulgado. Um laudo psicológico será produzido para saber se haverá necessidade de transferi-lo para o serviço interno.
ARMAS NÃO LETAIS
Ao comentar os debates no Facebook, em que usuários da rede social recomendam o uso de spray de pimenta e balas de borracha em situações como esta, que resultou em tragédia, Hrycyna argumentou: “Vários soldados já perderam a vida tentando dominar pessoas armadas. Nós já havíamos recebido quatro ligações pelo 190 cobrando uma ação contra o agente, que estaria agindo com violência. Ninguém queria que terminasse assim”.