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Publicado em 04/07/2026 16:53 hrs
Fonte: jaru on line - Em POLÍCIA - 12/11/2021 11:16:00
O Tribunal do Júri da Comarca de Jaru condenou nesta quinta-feira (11) o ex-Policial Militar Ivanildo da Silva Bezerra Filho, pelo homicídio do jovem Naor da Silva, então com 19 anos. O crime ocorreu em 30 de setembro de 2018 em uma festa na AABB.
Após quase 12 horas de julgamento, o juiz Dr. Alencar das Neves Brilhante, leu a sentença ao réu, que foi condenado a 16 anos e dois meses de reclusão e perca da função pública. O promotor responsável pelo caso relatou que a decisão foi satisfatória e que não irá recorrer.
Com o julgamento desta quinta-feira o Tribunal do Júri da Comarca de Jaru, encerrou as sessões do ano de 2021 com a realização de 14 júris. Os julgamentos estavam suspensos devido a pandemia.
A retomada do Tribunal do Júri foi prevista durante a 2ª etapa do Plano de Retorno Programado das Atividades Presenciais do Poder Judiciário de Rondônia, considerando a Resolução n. 322/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabeleceu medidas de segurança em saúde para retomada dos serviços presenciais.
O crime
Segundo a sentença de pronúncia, o crime aconteceu durante a madrugada do dia 30 de setembro de 2018 em um evento que ocorria na AABB.
Ivanildo atirou várias vezes contra Naor da Silva, em meio a diversas pessoas que estavam no evento. A Polícia Militar foi acionada e capturou o acusado evadindo do local em seu veículo, durante a abordagem, ele saiu do carro e se identificou como policial militar, pertencente ao efetivo de Várzea Grande (MT), e também confessou ser o autor dos disparos que vitimou Naor. Ele ainda entregou uma pistola calibre 380 e dois carregadores, contendo 25 munições, mas não apresentou o registro da arma.
Ivanildo, chegou a ser beneficiado com a revogação da prisão e descumpriu as medidas cautelares impostas, vindo a ser localizado e preso na Comarca de Guajará-Mirim. Na sequência, evadiu-se do Centro de Correição da Polícia Militar em Porto Velho/RO, vindo a ser preso novamente no Estado do Mato Grosso, posteriormente encaminhado para penitenciaria de Jaru.
Ivanildo, também respondeu pela morte de um sargento da PM do Mato Grosso.
A justiça manteve sua prisão preventiva o que lhe manterá preso mesmo mediante o prazo para eventual recurso a instâncias superiores.

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