Imposto de Renda: Receita pagará mais de R$ 31 milhões em restituições no...
Publicado em 27/07/2026 14:16 hrs
Fonte: g1 - Em GERAL - 30/07/2026 09:32:00
As passagens aéreas com origem ou destino em Rondônia estão entre as mais caras do país. Dados do Anuário do Transporte Aéreo 2025, divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mostram que o estado registrou a segunda maior tarifa aérea média do Brasil, atrás somente de Roraima.
Em Rondônia, o valor médio das passagens chegou a R$ 1.277 em 2025. Em Roraima, que liderou o levantamento, a tarifa média foi de R$ 1.401.
O estado também apresentou o maior aumento no preço médio das passagens no período, com alta de 40% em comparação com 2024.
Outro fator destacado no anuário é a distância média dos voos. Rondônia registrou a maior extensão média do país, com 2.906 quilômetros por trecho, o que contribui para elevar os custos das operações aéreas.
Baixa oferta e longas distâncias influenciam preços
O chamado yield, indicador que representa o valor pago pelo passageiro por quilômetro voado, também aumentou no estado. Em 2025, o índice chegou a R$ 0,446 por quilômetro, crescimento de 30,8% em relação ao ano anterior.
Segundo o economista Matheus Torrente, a distância geográfica de Rondônia dos principais centros do país é um dos fatores que ajudam a explicar os preços elevados.
Ele destaca que o combustível representa uma parcela significativa dos custos das companhias aéreas e que os voos que partem da região percorrem distâncias maiores.
A menor oferta de voos também influencia os valores. Com menos frequências disponíveis, os aviões costumam operar com alta ocupação, enquanto os passageiros encontram menos opções de horários, rotas e companhias.
A infraestrutura dos aeroportos e a necessidade de profissionais especializados, equipamentos, abastecimento e manutenção também são apontadas como fatores que dificultam a ampliação das operações na região.
Passageiros relatam impacto no orçamento
Quem precisa viajar com frequência sente diretamente o impacto das tarifas. O advogado e professor universitário Welison Nunes afirmou que costuma gastar entre R$ 3.500 e R$ 7 mil com passagens, dependendo do destino e da época da compra.
Segundo ele, um bilhete entre Porto Velho e Brasília pode custar entre R$ 3.500 e R$ 3.800 em determinados períodos. O passageiro contou ainda que já deixou de realizar viagens por causa dos preços elevados e procura comprar os bilhetes com antecedência para reduzir os gastos.
Porto Velho concentrou maior movimentação
Apesar das tarifas elevadas, Rondônia manteve quatro aeroportos com operações comerciais em 2025. Ao longo do ano, foram registradas 2.605 decolagens:
Porto Velho: 2.236;
Ji-Paraná: 166;
Vilhena: 102;
Cacoal: 101.
O estado também contabilizou 336.750 passageiros pagos transportados no mercado doméstico. Porto Velho concentrou a maior parte do movimento, com 302.246 passageiros.
Ji-Paraná registrou 11.572 passageiros, Cacoal teve 11.519 e Vilhena contabilizou 11.413.
No transporte de cargas e correios, houve redução. O volume embarcado caiu de 803 toneladas, em 2024, para 758 toneladas em 2025.
Companhia cita tarifas dinâmicas
Em nota, a Azul informou que os preços das passagens são definidos por um sistema de tarifas dinâmicas, que considera fatores como destino, época do ano, antecedência da compra, disponibilidade de assentos, oferta e procura.
A empresa também citou a cotação do dólar, o preço do combustível e conflitos internacionais como elementos que podem influenciar os valores.
A companhia orienta os passageiros a comprar as passagens com antecedência, buscar flexibilidade de datas e horários e avaliar diferentes aeroportos de embarque e desembarque.
Gol e Latam também foram procuradas para comentar os valores das passagens em Rondônia, mas não haviam se manifestado até a última atualização.
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