Nota de Pesar: José A. Pereira, popular Tio Nilo, de Rolim de Moura
Publicado em 12/05/2026 07:53 hrs
Fonte: rondoniaovivo - Em UTILIDADE PÚBLICA - 26/02/2026 10:27:00
Uma auditoria concluída pela contabilidade da Prefeitura de São Francisco do Guaporé confirmou que o desvio de recursos públicos da Secretaria Municipal de Saúde atingiu o montante de R$ 12.798.270,00. O caso, que envolve o uso de verbas federais para apostas em jogos de azar eletrônicos, passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF) nessa semana.
Como registrou Rondoniaovivo, o principal suspeito, um servidor de carreira, ocupava cargo de confiança de executor de pagamentos. Segundo a investigação, ele usava o cargo para realizar transferências diretas das contas municipais para uma conta pessoal.
Para ocultar os desvios, ele falsificava extratos e registrava as saídas no sistema como se fossem pagamentos a fornecedores e empresas prestadoras de serviços regulares.
A fraude começou a ser desmantelada na última sexta-feira (20). Um relatório de conferência apontou uma inconsistência inicial de R$ 230 mil. Ao ser confrontado pelo chefe do setor, que exigiu a visualização do extrato bancário em tempo real após três dias de protelação, o servidor acabou confessando o crime.
Em entrevista ao jornalista Fernando Pereira do SGC, o servidor relatou que a motivação foi o vício em apostas online. Segundo ele, o desvio começou com uma pequena quantia de R$ 300. "Cheguei a devolver o valor por medo, mas sofri uma recaída e não parei mais", contou.
O montante desviado equivale a mais de 8,4 mil salários mínimos, o que representaria cerca de 700 anos de trabalho para um trabalhador médio.
CPI e Polícia Federal
Na última segunda-feira (23), o prefeito José Wellington (PL) formalizou denúncia junto à Polícia Federal, por que o rombo compromete repasses do Governo Federal para a saúde pública. Junto disso, a Câmara Municipal de São Francisco do Guaporé abriu uma investigação, tipo CPI, para apurar a fiscalização interna.
"A CPI será instalada hoje", afirmou o presidente da Câmara, Geferson dos Santos (PDT). Os vereadores também solicitaram à Justiça a detenção do servidor suspeito, alegando risco à preservação de provas e necessidade de identificar se houve participação de outras pessoas no crime.
O servidor foi exonerado do cargo e também responde a um processo administrativo disciplinar (PAD). Apesar da confissão, ele permanece em liberdade enquanto a Polícia Civil e a Polícia Federal rastreiam onde o dinheiro parou, e tentam identificar possíveis bens para bloqueio e devolução aos cofres públicos.
Publicado em 12/05/2026 07:53 hrs
Publicado em 09/05/2026 17:00 hrs
Publicado em 05/05/2026 13:14 hrs
Publicado em 22/04/2026 13:23 hrs