Rolim de Moura - RO, 14 de Fevereiro de 2026

Professora assassinada por aluno em Rondônia atuava no combate à violência contra mulher

Juliana tinha lotação formal na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), em Vilhena. A principal linha de investigação aponta que o crime ocorreu após ela ter rejeitado o aluno.

Fonte: g1 - Em POLÍCIA - 12/02/2026 15:27:00

Professora assassinada por aluno em Rondônia atuava no combate à violência contra mulher

Juliana Santiago, a professora assassinada a facadas por um aluno em Porto Velho, atuou diretamente no atendimento a mulheres vítimas de violência. O Governo de Rondônia confirmou que ela trabalhava na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), em Vilhena.
Juliana trabalhava no acolhimento e nos procedimentos relacionados a casos de violência doméstica e de gênero. Ao longo da carreira na Polícia Civil, exerceu o cargo de escrivã e também atuou na Corregedoria, em Porto Velho.
Juliana, 41 anos, morreu após ser atacada a facadas por João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, dentro de uma sala de aula de uma faculdade particular da capital. A principal linha de investigação aponta que o crime ocorreu após ela ter rejeitado o aluno.
 
De acordo com a Polícia Civil, a professora foi atingida por golpes na região do tórax e sofreu um ferimento no braço. Apenas uma das facadas, no entanto, foi determinante para a morte, por ter atingido diretamente o coração.
Em depoimento, João afirmou que usou uma faca que teria sido entregue pela própria professora. A versão, porém, foi descartada pela delegada Leisaloma Carvalho, responsável pelo caso.
Segundo a delegada, não há qualquer elemento de prova que sustente essa afirmação. Ela informou ainda que uma pessoa próxima da vítima relatou que a faca utilizada no crime não pertencia a Juliana.

A delegada também descartou a versão de que o crime teria sido motivado por reprovação na disciplina ministrada pela professora.
"Isso não procede. Nós já juntamos o boletim desse aluno ao inquérito policial, em que ele não tinha nota baixa a ponto de ser reprovado ou mesmo tivesse sido, de uma forma, prejudicado em suas notas pela professora Juliana ou até por outro professor na faculdade. Então isso é uma versão totalmente descartada no inquérito policial", declarou.
 
Em entrevista ao g1, Aparício Carvalho, diretor-presidente da instituição, informou que o aluno foi expulso da faculdade após o crime.

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