Chefe de facção criminosa que ordenou ataque a tiros de dentro da cadeia é...
Publicado em 16/04/2026 14:55 hrs
Fonte: Rolnews - Em JUSTIÇA - 15/04/2026 17:15:00
O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da Promotoria de Justiça de Espigão do Oeste, denunciou um homem pelos crimes de latrocínio, sequestro, cárcere privado, tortura e fraude processual, relacionados à morte da empresária Mauzira Borges Dutra Ferreira, de 61 anos, ocorrida na zona rural do município.
O crime aconteceu na manhã do dia 2 de abril de 2026, na região da Estrada do Calcário, área rural de Espigão do Oeste. Segundo a investigação, a vítima foi atraída até o local por meio de uma falsa negociação comercial, sendo mantida sob domínio do suspeito e posteriormente morta com golpes de arma branca.
De acordo com a denúncia do MPRO, o acusado, identificado como Rubens Rebolças Soares, conhecido como “Baianinho”, teria entrado em contato com a vítima dias antes do crime, demonstrando interesse na compra de joias e de um imóvel. Para convencer a empresária a marcar o encontro, ele teria alegado ter recebido uma herança.
Vítima foi mantida sob domínio antes de ser morta
Conforme a apuração, no dia combinado, o suspeito entrou no carro da vítima e a conduziu até um local afastado na zona rural. Lá, a empresária teria sido mantida sob vigilância, com a liberdade restrita e sem possibilidade de pedir ajuda.
Ainda segundo o Ministério Público, a vítima foi agredida e sofreu golpes com objeto cortante que atingiram órgãos vitais, como coração e pulmões. O laudo pericial apontou que a causa da morte foi choque hemorrágico, provocado por perfuração no coração.
O órgão ministerial destacou que a vítima passou por intenso sofrimento físico e psicológico antes da morte, tendo sido mantida vendada e privada de liberdade.
Joias avaliadas em R$ 500 mil desapareceram
Após o crime, o suspeito teria levado joias, documentos e o telefone celular da empresária. O valor estimado das joias é de aproximadamente R$ 500 mil, e os objetos ainda não foram recuperados.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o homem foi identificado por meio de análise de imagens de câmeras de segurança e cruzamento de informações, que indicaram contato prévio entre ele e a vítima.
O acusado foi preso na sexta-feira (3 de abril de 2026) e encaminhado ao presídio de Pimenta Bueno (RO). Conforme a polícia, ele possui antecedentes criminais, incluindo registros por tráfico de drogas e roubo desde 2006.
Carro da vítima foi incendiado para ocultar provas
De acordo com o MPRO, após cometer o crime, o suspeito teria ateado fogo no veículo da vítima, com o objetivo de destruir vestígios e dificultar o trabalho da polícia e da perícia.
Segundo o boletim de ocorrência, uma testemunha viu o carro estacionado por volta das 9h30 da manhã. Cerca de 20 minutos depois, o veículo foi encontrado em chamas, com a vítima dentro.
Funcionários que estavam na região utilizaram extintores para conter o fogo até a chegada do Corpo de Bombeiros, mas a empresária já estava sem vida.
Familiares informaram que Mauzira era conhecida na cidade e trabalhava com a comercialização de joias, tendo saído de casa na manhã do crime levando um mostruário com peças de alto valor.
MP pede condenação e indenização à família
Na denúncia, o Ministério Público solicitou a condenação do acusado e a fixação de indenização mínima de R$ 800 mil à família da vítima, como forma de reparação pelos danos causados.
O MPRO também pediu a continuidade das investigações para apurar a possível participação de outras pessoas no crime.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes. A defesa do acusado não foi localizada até a última atualização.
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