Golpe da lancha no Facebook faz morador de Rolim de Moura perder R$ 30 mil...
Publicado em 20/04/2026 08:18 hrs
Fonte: G1RO - Em POLÍCIA - 16/09/2015 21:41:19
O uso de redes sociais e grupos em aplicativos de celular para comunicar blitzes têm prejudicado o trabalho de fiscalização de trânsito em alguns municípios de Rondônia. Segundo o comandante da Polícia de Trânsito (Ptran) em Guajará-Mirim (RO), sargento Cleuber Alvaraco da Rocha, a prática vem se tornando comum e, com isso, muitos condutores em situação irregular e até fugitivos da Justiça conseguem evitar de serem parados devido à comunicação dos locais de vistoria.
O comandante da Ptran em Guajará-Mirim, acredita que o uso desses aplicativos de celulares geram vários fatores negativos. "Nas blitzes vários tipos de crimes podem ser inibidos e acidentes evitados. Além disso, foragidos da Justiça podem ser capturados. Ao avisar sobre o local das operações o cidadão acaba contribuindo para o próprio mal", alega Cleuber.
O sargento também afirma que as mensagens geram prejuízos ao estado. Ele cita que há uma estrutura para se fazer uma blitz e que gera gastos para o contribuinte, pois envolve viaturas e efetivo policial. "Quem paga por tudo isso é o cidadão", completa.
Para o integrante de um grupo em um aplicativo de celular, que prefere não se identificar, não há intenção de enganar os agentes de trânsito e o grupo foi criado porque as pessoas se revoltam com a situação das ruas esburacadas e acham que a Polícia Militar exagera na blitz repressiva. No entanto, admite que muitos participantes estão transitando de maneira irregular.
"Somos trabalhadores e a PM não quer saber se você está vindo do trabalho cansado com a esposa e o filho na moto. Eles já autuam e você tem que pagar, senão fica sem o veículo. Mas, geralmente, tem alguém no grupo que está com o documento atrasado, sim", afirma.
A prática de criar grupos em redes sociais com o intuito de informar fiscalização de trânsito se tornou comum em cidades do estado, como Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Vilhena, Cacoal, dentre outros.
Para o integrante da diretoria técnica de operações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Sáimon Rio, a divulgação de blitzes através de aplicativos não é ilegal. Porém, ele comenta que para servidores públicos que fornecem essas informações, a situação é diferente. "Os funcionários que fazem isso, se descobertos, podem ser alvos de um processo administrativo", alerta.

"Esse tipo de crime configura uma ação privada, ou seja, só o ofendido tem o dever de procurar seus direitos. Os policiais que se sentirem ofendidos podem fazer uma representação na Procuradoria do Estado. A pena é de detenção de um a seis meses", explica o delegado.

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