Rolim de Moura - RO, 19 de Março de 2026

DIFICIL DE TRANSITAR: BR-364 já foi estrada de terra que abriu caminho para ocupação de Rondônia

Antes da pavimentação, a rodovia era praticamente uma trilha aberta na floresta e representava um grande desafio para quem precisava cruzar a região.

Fonte: rondoniaovivo - Em GERAL - 14/03/2026 10:57:00

DIFICIL DE TRANSITAR: BR-364 já foi estrada de terra que abriu caminho para ocupação de Rondônia

Hoje principal corredor rodoviário da Amazônia Ocidental, a BR-364 já foi uma estrada precária, marcada por longos trechos de terra, lama e dificuldades de tráfego. Antes da pavimentação, a rodovia era praticamente uma trilha aberta na floresta e representava um grande desafio para quem precisava cruzar a região.
 
Oficialmente chamada de Rodovia Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a estrada se tornou estratégica para integrar o Centro-Oeste à Amazônia e impulsionar a ocupação de áreas que mais tarde formariam importantes polos populacionais.
 
O projeto começou a ganhar forma ainda na década de 1960, durante o regime militar, com a proposta de ligar cidades como Cuiabá, Porto Velho e Rio Branco. A abertura da estrada foi conduzida principalmente pelo Exército Brasileiro e pelo antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).

Nos primeiros anos, muitos trechos não tinham pavimentação e ficavam praticamente intransitáveis durante o período chuvoso. Caminhões atolados e viagens que duravam dias eram comuns, especialmente em regiões isoladas da floresta.
 
Apesar das dificuldades, a rodovia desempenhou papel decisivo no processo de colonização da região. A partir da década de 1970, programas federais estimularam a migração de agricultores do Sul e Sudeste para Rondônia. A BR-364 tornou-se a principal rota de acesso para milhares de famílias que buscavam terras e novas oportunidades na Amazônia.
 
Com o avanço da pavimentação e melhorias na infraestrutura ao longo das décadas seguintes, a rodovia consolidou-se como eixo logístico essencial para o transporte de pessoas e mercadorias, além de peça-chave no desenvolvimento econômico da região Norte do país.

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