Indivíduo foi preso pela Polícia Militar após arrombar e cometer furto em...
Publicado em 21/04/2026 17:52 hrs
Fonte: ASCOM/PCRO Assessoria de Comunicação da Polícia Civil de Rondônia - Em POLÍCIA - 13/05/2016 21:41:49
O Tribunal de Justiça de Rondônia negou Habeas Corpus ao pecuarista e empresário de Jí-Paraná, Paulo Iwakami, preso preventivamente e denunciado por crime de homicídio triplamente qualificado, na qualidade de mandante da morte de um homem e o desaparecimento de outro, todos do Movimento Sem Terra. Os fatos aconteceram no município de Cujubim/RO, distante cerca de 220 quilômetros da capital Porto Velho, quando um grupo de cinco homens do movimento dos sem terras retornou a área da fazenda Tucumã, de propriedade do acusado, para buscar seus pertences que haviam sido deixados no local no dia da reintegração de posse que transcorreu de forma pacífica.
No dia 27 de Janeiro de 2016 aconteceu a reintegração de posse da fazenda. De acordo com as investigações realizadas pela Polícia Civil, no dia 31 de Janeiro, um grupo de homens armados, contratado por Paulo, fazia a segurança da sua propriedade, emboscaram a tiros os cinco homens e acabaram matando um deles. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado dentro de um veículo, na Linha C 114 em Cujubim. Um jovem de dezoito anos que fazia parte do grupo de sem terras pode ter sido executado na mesma ocasião e continua desaparecido.
A Direção Geral de Polícia Civil determinou prioridade absoluta ao caso, como medida repressiva à violência envolvendo conflitos agrários na região do Vale do Jamari. Uma equipe de policiais foi mobilizada para investigar o crime e acabou por descobrir o envolvimento de policiais militares da ativa e da reserva e a contratação de pistoleiros armados para proteção de áreas de conflitos agrários.
Segundo a investigação da Polícia Civil, cinco policiais militares da ativa dos municípios de Cujubim e Ariquemes que estariam envolvidos na ação de emboscada aos sem terra, tiveram a prisão preventiva decretada pelo Juiz Criminal de Ariquemes e estão presos no Centro de Correição da Policia Militar em Porto Velho. Outro acusado que foi encontrado dentro da área da fazenda Tucumã com várias armas de fogo de grosso calibre utilizadas pelo bando também foi preventivado e segue preso no município de Buritis/RO.
Outros dois mandados de prisão preventiva foram expedidos contra pessoas envolvidas na ação criminosa. Um deles é contra o Sargento da Reserva Remunerada da Policia Militar, Moisés Ferreira de Souza, que se encontra foragido da justiça.
Outro acusado de participação no crime é o Presidente da Associação Rural de Ji-Paraná, Sérgio Sussumu Suganuma, mais conhecido como "Serginho do Lex". Ele teria arregimentado e intermediado a contratação dos criminosos armados que realizaram a emboscada ao grupo de sem terras no interior da fazenda Tucumã.
No voto da relatora do HC, Desembargadora Drª. Marialva Henriques Daldegan Bueno, ponderou que a liberdade dos acusados deve ceder em prol da garantia da ordem pública, afirmando que "o decreto de prisão contra o paciente deve ser mantido, tendo em vista as circunstâncias em que o delito foi praticado e pelo modus operandi com que agiu que revelam sua periculosidade incompatível com o estado de liberdade, sendo inviável a aplicação de medidas cautelares alternativas. Pelo que se depreende dos autos, o paciente é acusado de contratar um grupo de extermínio fortemente armado com participação de policiais militares, dando-lhes a missão de matar qualquer pessoa que tivesse envolvimento com o movimento sem-terra¿ na região da sua fazenda. Destarte, como forma de garantir a ordem pública, a instrução criminal e a certeza da aplicação da lei penal, mostra-se necessária a decretação da medida constritiva excepcional, pois o paciente em liberdade poderia interferir na instrução criminal, coagindo testemunhas ou possibilitar que novos crimes venham a ocorrer na região".
As medidas constritivas de liberdade determinadas pelo Judiciário visam a preservação da investigação e instrução criminal, bem como a necessária garantia da ordem nas áreas de conflitos agrários que tem se tornado frequentes na região do Vale do Jamari.
As policiais civil e militar realizam diligências para prender os foragidos, para que a ação criminosa seja efetivamente processada e levada a julgamento. Ao todo, até o momento, nove pessoas foram identificadas e denunciadas pelo crime e tiveram a prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário.
Quem tiver informações sobre o paradeiro do Policial Militar da Reserva, Moisés Ferreira de Souza e do Presidente da Associação Rural de Ji-Paraná, Sérgio Sussumu Suganuma, pode informar anonimamente pelo telefone 197 (Disque Denúncia da Policia Civil) ou 190 da Polícia Militar.
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