Rolim de Moura - RO, 15 de Maio de 2026

Aparato de guerra é montado em frente a presídio federal de RO

Fonte: g1 - Em POLÍCIA - 14/02/2019 21:45:10

Aparato de guerra é montado em frente a presídio federal de RO

Um forte esquema de segurança, com o apoio do Exército, foi montado nesta quarta-feira (13) próximo ao Presídio Federal de Porto Velho na BR-364, sentido Rio Branco (AC). O aparato de segurança do Exército começou após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) decretar reforço na ordem pública por causa da transferência de 12 presos perigosos de São Paulo para Rondônia.

 

Após o decreto de Bolsonaro, os militares chegaram a montar barreiras a quilômetros antes do local nos dois sentidos da via. Todo motorista que passava pela região era informado sobre o monitoramento e recebia instruções do Exército.

 

Somente os militares podem estar dentro do perímetro de segurança montado em Porto Velho. Veículos de imprensa conseguiram registrar o movimento próximo ao presídio, mas, a pedido do Sistema Penitenciário Federal, tiveram que se retirar horas antes da chegada do comboio que trazia os novos detentos.

 

Durante a montagem do esquema, militares se espalharam ao longo da rodovia, nas matas que circundam a unidade prisional e até na caixa d"água para monitorar do alto qualquer movimentação suspeita.

 

A presença de militares armados foi constante, assim como o movimento de veículos do Exército e do Sistema Penitenciário Federal, dentro e fora do presídio.

 

Barricada, caminhões, e soldados armados podem ser vistos por toda a região no entorno do presídio. O reforço da segurança vai seguir até 27 de fevereiro.

 

Chegada de presos

 

No fim da tarde desta quarta-feira os presos transferidos de SP chegaram a Porto Velho, no aeroporto governador Jorge Teixeira. A região do aeroporto também recebeu um forte esquema de segurança e os motoristas foram revistados.

 

O Ministério da Justiça ainda não informou quantos integrantes de facções ficarão na penitenciária federal de Porto Velho. Também não foi divulgado se o chefe do grupo criminoso, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, vai ficar na unidade em Porto Velho ou em Mossoró (RN).

 

Plano de fuga frustrado

 

A transferência de presos para Rondônia ocorreu após autoridades de São Paulo descobrirem um esquema de fuga em presídios paulistas.

 

Os presos transferidos estavam na Penitenciária 2, em Presidente Venceslau, e em Presidente Bernardes, no interior de São Paulo.

 

O plano de fuga em SP previa o uso de:

helicópteros e aviões;

lança foguetes, granadas e explosivos de alto poder de destruição;

grupos formados por "grande número de homens" treinados em fazendas na Bolívia, "originários de várias nacionalidades", incluindo soldados "com expertise no manuseio de armamento pesado e explosivos";

veículos blindados, como SUVs e caminhonetes;

fuzis calibre .50.

 

Qual a capacidade da penitenciária em Porto Velho?

 

A penitenciária federal tem capacidade para 208 presos em celas individuais, divididas em quatro alas. O presídio tem 12,7 mil metros quadrados de área.

 

As celas têm aproximadamente 7m², com cama, mesinha, banco e prateleiras, lavatório e vaso sanitário feitos de concreto. Já as destinadas aos detentos do RDD têm o dobro do tamanho por causa do solário, espaço onde o preso tomará banho de sol sem sair da cela.

 

O prazo de permanência nos presídios federais é de 360 dias. Nos primeiros 60 dias, os integrantes da facção ficarão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

 

A penitenciária foi inaugurada em 2009 e custou R$ 25 milhões. Mais de 250 agentes fazem a segurança dos presos.

 

Ao todo, 17 portas de ferro separam cada cela do portão de entrada da penitenciária, monitoradas 24 horas por dia até por câmeras instaladas em locais secretos.

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